terça-feira, 8 de dezembro de 2015

dicionário

O pesadelo daquele tal de desamor. 
O conserto do barco afundando. 
O macaco que salva a troca de pneu. 
O caos abraçado com a revolução. 
A defesa que os cariocas fazem sobre seu direito de pronunciar o x. 
O alívio da bexiga cheia quando encontra o vaso sanitário.
O encaixe do mecanismo das chaves. 
O fogo moldando o vidro. 
O ferro aquecido tomando forma. 
O blues, o folk, o jazz, o psicodélico. 
A beleza da aurora boreal. 
O incrível momento de fotos espontâneas tiradas na hora certa.
As praias desconhecidas do Brasil.
A passagem pelo túnel do amor na Ucrânia.
Os campos de tulipas da Holanda. 
A imensidão de deserto de sal da Bolívia.
A pureza das praias de Seychelles. 
A distribuição de formas e cores do parque geológico de Zhangye Danxia.
O sentido místico por traz da existência de borboletas.
A sensação de acordar tarde durante a semana. 
A mente em paz com todas suas decisões. 
A certeza do caminho certo sem GPS. 
O primeiro livro do poeta preferido.
Um plástico bolha.
O que enche os olhos. 
A felicidade não contida.
A reciprocidade e entrega mútua. 
Somos tudo aquilo que não sabemos explicar e temos certeza que somos.
Somos o que tinha que acontecer. 
Somos o raro pulsando no peito uma da outra. 
Tudo que se explica, constrói e modifica com corpos e mãos dadas. Nós somos.

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